Expresso-me agora então
Bem monostroficamente
Mas achar não acho não
Que seja estupefacente
Pois o faço preguiçoso
Só pra essa palavra usar
Fica assim um tanto insosso
Mas até dá pr’aturar
As minhas forçadas rimas
Que feitas com muito esforço
Ficam umas ‘té bonitas
Mas não são mais que um esboço
Fecho agora tristemente
Mas… monostroficamente
This is a poem that only The Hunger Games readers will fully understand:
There was a time,
A time when Snow didn’t fall from the sky
It came from the ground
And went up to the heights
There was a time,
A time when roses didn’t smell of blood,
A time when they were pretty and pure
And blood was not spilled for no cause
There was a time,
A time that might never come again
The time that we must fight for
And shall never let go
There will be a time,
When Snow will take its righteous place,
And it must be our time:
We shall bring back the roses and leave the blood behind.
(Source: peenisseverlark)
Eu ainda não revisei, então não me julguem e quando eu tava na metade dele eu vi que queria escrever em inglês mas fiquei com preguiça de escrever tudo de novo aí ficou em português mesmo:
Conto baseado em uma conversa entre Seth e Kitty no episódio 11 da quinta temporada de “Brothers and Sisters”
Uma Pintora
Seu vestido se arrastava pelo chão sujo da cidade, um lindo vestido branco com várias cores sobrepostas como se tivessem sido pinceladas aleatoriamente em um quadro vazio. Seus olhos ainda estavam vermelhos, seu rosto pálido e molhado pelas lágrimas. Seu lindo cabelo prateado estava preso em um coque que ela rapidamente desfez enquanto atravessava a rua da cidade. Estava bem óbvio que ela tinha acabado de sair de uma festa de gala, levava as os sapatos de salto na mão e pisava o asfalto com seus pés descalços e seu rosto estava impregnado pela maquiagem lavada pelo choro.
Andou um pouco mais pela rua desolada e mal iluminada quando viu uma lanchonete com suas luzes acesas como um clarão em meio à noite escura, a lua se escondia entre nuvens pesadas, poderia chover a qualquer momento, era por isso que Lyde estava esperando, uma chuva, só para tornar sua cena ainda mais deprimente… Ela entrou naquela lanchonete, não havia praticamente ninguém lá dentro, apenas uma garçonete que limpava o balcão e um senhor muito velho, com seus noventa anos que dormia sobre a mesa do canto mais distante da entrada.
A garçonete ergueu a cabeça ao ouvir o sininho sobre a porta anunciar a entrada daquela estranha figura no recinto. Seus grandes olhos castanhos logo se esbugalharam ao ver o estava da senhora.
- Posso ajudá-la? – perguntou com cortesia a bela atendente saindo de trás do balcão e passando sua flanela em uma mesa de forma que Lyde pudesse se sentar.
Lyde continuou silenciosa, ajeitou seu vestido e sentou-se colocando seus sapatos na mesa. O lugar lhe lembrava de seus tempos de jovem, era um café à moda antiga, mesas vermelhas como aquelas dos anos setenta, tudo em cores muito vivas, o que as pessoas agora chamavam de retro. Ao pensar nisso, a mulher pôs-se a chorar novamente, levando as mãos ao rosto.
Ao ver isso a garçonete, que já estava de novo atrás do balcão dirigiu-se à mesa da senhora e colocou as mãos em seus ombros como que para fazer uma massagem. Não sabia bem o que fazer até que a mulher parou de soluçar, levantou a cabeça e disse com um leve e melancólico sorriso:
- Sente-se, minha querida…
Ao ouvir o sotaque da mulher, a garçonete a reconheceu instantaneamente, não sabia como não tinha notado antes, ao ver Lyde entrar vestida daquele jeito achou-a curiosa e estranhamente familiar, mas não sabia exatamente de onde a conhceia, mas aquele acento estrangeiro fez com que ela ligasse as peças. Ela se sentou como a outra havia pedido e viu a mulher abrir um outro sorriso melancólico.
- Você me reconheceu agora, não foi? – disse ela ao ver a expressão empolgada no rosto da atendente. – Por causa do sotaque imagino… Como poderia imaginar que uma artista plástica, toda vestida para um evento formal fosse entrar assim na sua lanchonete? – soltou um risinho baixo ao pensar nisso.
A garota não sabia o que falar, era como uma honra sentar-se ao lado de uma artista como Lyde Thruman, mas não sabia por que ela se encontrava nesse estado. Lyde conseguia entender tudo o que estava se passando entro daqueles olhos castanhos e abriu um outro sorriso, dessa vez um pouco mais alegre.
- O que me deixou assim, não é? Não é isso o que você está querendo saber? Bem, my dear, muitas coisas… Basicamente, minha vida. Eu estava nesse evento em minha homenagem hoje, todos falando de como eu me expressava bem, de como se identificavam com meus quadros, de como eu sabia fazer um jogo de cores, elogios pra cá e pra lá, e mais e mais elogios… Mas eu não sentia como se estivessem falando de mim, entende? Eu sentia como se fosse uma espectadora da minha própria vida… Vi tudo passar, vi minha vida, meus supostos sonhos se realizarem diante de meus olhos… mas não sentia que eu estava fazendo isso, sentia como se não fosse eu, era uma outra pessoa expressando os seus sentimentos! Aquilo não era eu, quer dizer, não na maior parte, não os trabalhos mais “ilustres”.
“No início eu sentia que era realmente aquilo que queria fazer, as cores eram realmente as cores que estavam no meu coração, mas depois, comecei a sentir como se meu corpo não fosse mais meu! Inventava desculpas, dizia ‘Tudo bem, você está fazendo isso só por um tempo, depois, quando puder realmente se expressar, quando tiver atingido a fama, aí sim você vai poder pintar o que quiser…’ Mas isso era uma mentira, eu sabia disso, depois que comecei a ficar famosa só podia pintar o que as pessoas queriam de mim!
“Você sabia que Lyde Thruman não é nem meu verdadeiro nome?”
A garçonete se surpreendeu ao ouvir isso.
- Eu vivo como Lyde mas meu verdadeiro nome é Christina Elizabeth Coleman, mas por algum motivo minha agente não achou que isso “expressava meu trabalho” e me fez mudar, usar um pseudônimo. E Christina passou esse tempo todo vendo Lyde fazer seu trabalho, mas por mais que quisesse nunca podia interferir!
Ela então baixou a cabeça e deitou na mesa. A garçonete aproximou seu rosto da pintora e cochichou em seu ouvido:
- E o que fez Christina tomar o poder agora? O que fez com que ela ficasse mais forte que Lyde e saísse assim de sua própria festa?
- Well, dear, eu não sei. Acho que Christina, quer dizer, acho que eu finalmente fiquei forte o suficiente para tomar as rédeas de minha vida, viver como eu, Christina, sempre quis! Não quero viver como os patrocinadores, ou meu agente, ou como a sociedade quer que eu viva! Não quero pintar do jeito deles como Lyde fez! Quero ser eu mesma! Já me mantive como refém por tempo suficiente, agora quero sair dessa prisão!
“Conhece aquele quadro que mostra uma espécie de castelo ao fundo? Uma paisagem linda e lá, bem no fundo eu coloquei esse castelo obscuro?” a outra fez que sim se interessando cada vez mais por aquela conversa. “Bem, lá no fundo, em cima do castelo há um borrão, várias pessoas me perguntaram o que significava, professores de arte e críticos fizeram especulações sobre o significado daquilo e eu nunca respondi. Well, agora eu vou te contar o que é aquilo. Foi a chance que Christina teve de se expressar no trabalho de Lyde… aquele borrão sou eu, aprisionada no meu próprio trabalho. Sou eu dentro de uma fortaleza que eu mesma criei para poder ser aceita.
“Bem, hoje essa fortaleza caiu, hoje eu saí, aquele borrão que era Christina Elizabeth Coleman agora vai tomar conta do resto do quadro. Chega, no more hiding! Não quero mais estar naquela fortaleza cercada pela imagem fútil que criei de mim mesma e de tudo em minha volta para ser aceita! Agora eu tomei de novo o poder.”
A garçonete estava impressionada com o discurso da senhora sentada à sua frente. Christina apertou sua mão com força, seus lábios tremeram rapidamente e ela sorriu puramente alegre pela primeira vez naquela noite. Então, levantou, passou a mão pelos cabelos cacheados da jovem, soltou um longo suspiro e se dirigiu para a rua, onde agora chovia cada vez mais forte.
Abriu a porta ouvindo aquele sininho tocar novamente então se dirigiu à garçonete e disse:
- Thank you. – então saiu do restaurante para a noite chuvosa onde sentiu as gotas frescas da chuva lavarem seu corpo com prazer.
A garçonete continuou sentada por um tempo olhando a estranha cena de uma velha de braços abertos rodopiando debaixo da chuva então se levantou e voltou a limpar o balcão.
O velho continuava dormindo no canto mais longe da entrada.
Todo ano novo penso a mesma coisa, desde pequeno: para nós é um momento tão especial, um ano inteiro pela frente onde podem acontecer mil e uma coisas, traçamos metas, fazemos pedidos, olhamos como bobos para o relógio e fazemos a clássica contagem regressiva, brindamos e cumprimos o ritual com uma taça de champanhe. Mas os relógios, mostram impassíveis a hora zero do ano que acaba de começar, mostra lá 1º de janeiro, como se fosse qualquer dia do ano. São frios, apenas colocam aqueles números automaticamente em sua tela assim como colocariam o dia 28 de setembro, com a mesma indiferença.
Porém, nós interpretamos como algo especial, damos uma importância incrível à nova data… Afinal, quem está certo, nós ou o relógio tiquetaqueando na parede? É apenas um novo dia no calendário, tudo continua igual, a Terra girando, ainda dormimos e comemos, fazemos tudo como no resto do ano. E as nossas metas? Na maior parte das vezes nem sequer as cumprimos. Ainda assim damos uma importância especial a esse dia. Bem, nunca vou entender bem quem tem a razão nessa discussão, os homens com seus copos de espumante ou os relógios com seus ponteiros frios girando sempre impassíveis aos nossos Reveillons.
Seja lá quem for… bem, digo a mesma mensagem de sempre, feliz ano novo.
A gota cai.
Vira.
Desce,
Flutua no ar.
Escuro.
Negro.
Triste,
O chão se ergue, frio.
Brilha
E reluz,
A gota cai.
Se quebra no chão.
Paradise - Coldplay
(Source: ironicself)
É n’A Praça que fujo
Do caos dessa cidade
É n’A Praça que encontro
A minha felicidade
As águas que ressoam
Os pássaros qua aqui cantam
N’A Praça encontro um abrigo
Do caos da sociedade
É n’A Praça que encontro
A minha Liberdade